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Nota de Pesar (18/06/2026)
A Universidade de Araraquara – Uniara comunica, com profundo pesar, o falecimento de seu Magnífico Reitor, Prof. Dr. Luiz Felipe Cabral Mauro.
Ao longo de sua trajetória, o Prof. Dr. Luiz Felipe Cabral Mauro dedicou sua vida à educação e ao fortalecimento da Uniara, deixando um legado de compromisso com a formação acadêmica, a produção do conhecimento e o desenvolvimento da sociedade. Sua atuação foi marcada pela liderança, pela visão de futuro e pelo permanente empenho em promover uma educação de excelência.
Neste momento de luto, a Uniara manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos, professores, colaboradores, estudantes e a toda a comunidade acadêmica, compartilhando o sentimento de profunda tristeza e de gratidão pela inestimável contribuição do Prof. Dr. Luiz Felipe Cabral Mauro à instituição e à educação.
O velório será realizado na Funerária Fonteri, no dia 19/06/2026, a partir das 12h30, nas salas 1 e 2, e o sepultamento ocorrerá às 16h30.
Em homenagem à memória de seu Magnífico Reitor e em respeito ao luto que se abate sobre toda a comunidade universitária, a Universidade de Araraquara - Uniara suspenderá suas atividades acadêmicas e administrativas nos dias 19 e 20/06/2026, retomando seu funcionamento regular no dia 22/06/2026.
A Uniara rende sua mais sincera homenagem ao Prof. Dr. Luiz Felipe Cabral Mauro, cuja dedicação, liderança e compromisso com a educação permanecerão como inspiração e parte indelével da história da instituição.
Araraquara, 18 de junho de 2026.
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Ana Maria Logatti Tositto
Adolescentes que mudam muito de escola apresentam, em médio prazo, piores níveis de saúde mental. Essa é a conclusão de uma pesquisa feita pela Faculdade de Ciências Médicas de Warwick, no Reino Unido, com um grupo composto de 6.448 mães e seus filhos.
Segundo a pesquisa, foi observado um aumento de sintomas psicóticos (alucinações, delírios e interferências no pensamento) como resultado da constante alternância de ambientes escolares e, consequentemente, do ingresso a novos grupos sociais.
O estudo, publicado no Journal of American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, menciona ainda que essa dinâmica de trocas constantes de escolas impacta não apenas a saúde mental atual, mas pode, inclusive, aumentar o risco de pensamentos suicidas e levar ao aparecimento de transtornos psicóticos na idade adulta.
Pense comigo: o estresse causado pela constante quebra de laços sociais na adolescência pode prejudicar o jovem de várias formas. Apontando apenas a mais elementar - rupturas contínuas de grupos não favorecem a criação de um núcleo de interação social sólido - que é, diga-se de passagem, extremamente importante para adolescentes.
Além disso, ocorre o aumento das chances de vir a sofrer bullying (ou seja, tornar-se vítima de atos violentos, intencionais e repetidos), outro problema muitas vezes relatado após mudanças frequentes de ambiente e a consequente entrada em novos grupos.
É interessante destacar que esses dados foram coletados a partir de famílias acompanhadas que, por conta de dinâmicas familiares diversas, tinham de se mudar constantemente de bairro ou cidade. Quando essas mudanças atingem a media de três locais diferentes no período de um ano, os riscos de manifestações dos sintomas psicóticos atingiam sua maior incidência (60% do grupo apresentava pelo menos um dos sintomas).
Os pesquisadores sugerem que tais problemas também têm impactos na autoestima dos jovens, bem como aumentam o sentimento de impotência e solidão, o que, inevitavelmente, gera reflexo na bioquímica do cérebro.
Assim, antes de mudar seu filho de escola, fique atento.
Na escolha de um novo local, muitas vezes consideramos a melhor localização, se o método pedagógico é bem recomendado ou se o nível de reputação de determinada instituição de ensino é adequado. Entretanto, ao olharmos apenas para esses elementos, esquecemo-nos de refletir que existem outras variáveis (inespecíficas), resultantes, muitas vezes, da simples interação de nossos filhos com o grupo social já estabelecido.
Portanto, em última análise, podemos ter a falsa noção de que garantimos quase tudo de positivo, mas raramente passa por nossa cabeça se nossos filhos serão (ou não) bem acolhidos pelo novo grupo - fator esse de grande impacto.
Desse modo, uma sugestão importante é a de que os pais estejam bem atentos quando uma mudança tiver de ocorrer e que não subestimem o que pode resultar do ingresso a novos ambientes. E, no caso de alguma alteração comportamental ser observada, devem atuar rapidamente.
As escolas, em especial, deveriam ficar atentas a esse tipo de problema e oferece ou indicar suporte psicológico.
Nem sempre as melhores escolhas se revelam as melhores saídas.
O comportamento humano é muito sensível, inclusive às pequenas mudanças. Lembre-se disso e evite as chances de colocar em risco a saúde mental de seus filhos.
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